02 junho, 2012

Versos 2


Seus olhos morreram na infância
Que foi atropelada por uma realidade áspera
E desde cedo vem ralando
Numa vida dura e concreta
Joga num monte de supérfluos
O que não foi palavras e números
De sentidos e valores exatos
Repele num reflexo, lampejos de devaneios
Enquanto volta a sua mente a maquinar
O que tange o real tão perto do chão

A musica é mais outra ordem tirana
Das batidas esparsas que exigem o compasso
Enquanto o seu corpo enquadrinha o tempo
Do toque marcial dispensa a melodia
A luz saturna numa multidão ignóbil
São todos iguais como um exercito
Nada se cria, tudo se copia
A lei é obedecer a coreografia

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